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Imposto de Renda 2026: tabela mensal do IRPF, isenção até R$ 5 mil e como funciona a redução

Última verificação: 8 de outubro de 2026. Os valores seguem as tabelas publicadas pela Receita Federal para 2026. Os exemplos são cálculos nossos, com premissas explicadas; as fontes estão no fim.

Desde janeiro de 2026, quem recebe até R$ 5.000 por mês de rendimento tributável não paga Imposto de Renda retido na fonte, e há uma faixa de transição até R$ 7.350. A regra mistura uma tabela progressiva já conhecida com uma redução nova, e isso confunde muita gente. Este guia explica as duas peças separadamente, com exemplos, para você entender como o cálculo funciona.

Peça 1: a tabela progressiva mensal

A tabela progressiva mensal do IRPF, vigente em janeiro de 2026, é a seguinte (valores em reais, sobre a base de cálculo):

Base de cálculo mensal Alíquota Parcela a deduzir
Até R$ 2.428,80 isento
De R$ 2.428,81 a R$ 2.826,65 7,5% R$ 182,16
De R$ 2.826,66 a R$ 3.751,05 15% R$ 394,16
De R$ 3.751,06 a R$ 4.664,68 22,5% R$ 675,49
Acima de R$ 4.664,68 27,5% R$ 908,73

Para usar a tabela, multiplique a base de cálculo pela alíquota da faixa e subtraia a parcela a deduzir. A parcela a deduzir é um atalho: ela já considera que cada faixa menor foi tributada à alíquota correta.

A base de cálculo é o rendimento tributável menos as deduções legais, como a contribuição previdenciária (INSS), a dedução por dependente (R$ 189,59 por dependente, segundo a tabela mensal) e outras previstas em lei.

Peça 2: a redução da Lei 15.270/2025

A nova lei não mudou a tabela acima. Em vez disso, criou uma redução do imposto, aplicada depois do cálculo pela tabela progressiva. Segundo a Receita Federal, vale desde janeiro de 2026:

  • Rendimento tributável mensal de até R$ 5.000,00: a redução é de até R$ 312,89, o que leva o imposto devido a zero.
  • De R$ 5.000,01 a R$ 7.350,00: a redução é de R$ 978,62 menos 0,133145 vezes o rendimento tributável mensal. Ela diminui de forma linear e chega a zero em R$ 7.350,00.
  • Acima de R$ 7.350,00: não há redução; aplica-se apenas a tabela progressiva.

Exemplo 1: rendimento tributável de R$ 4.500

Quem tem rendimento tributável de até R$ 5.000 por mês tem o imposto zerado pela redução, qualquer que seja a base de cálculo. O que aparece no contracheque como IRRF é, portanto, zero.

Exemplo 2: rendimento tributável de R$ 6.000

Para ver a mecânica da faixa de transição, vamos supor uma pessoa com rendimento tributável de R$ 6.000 e deduções (INSS e outras) de R$ 700, de modo que a base de cálculo seja R$ 5.300. Essas deduções são uma premissa nossa, e o valor real depende do seu contracheque.

Passo 1: imposto pela tabela progressiva. R$ 5.300 está na última faixa (27,5%):

  • 5.300 × 27,5% − 908,73 = 1.457,50 − 908,73 = R$ 548,77

Passo 2: redução da lei. Como o rendimento tributável (R$ 6.000) está entre R$ 5.000,01 e R$ 7.350:

  • Redução = 978,62 − 0,133145 × 6.000 = 978,62 − 798,87 = R$ 179,75

Passo 3: imposto final. 548,77 − 179,75 = R$ 369,02.

Compare com o que a pessoa pagaria sem a redução: R$ 548,77. A redução economizou R$ 179,75 por mês nesse caso.

O que acontece na borda de R$ 7.350

A redução vai diminuindo conforme o rendimento se aproxima de R$ 7.350, onde ela chega a zero. Na prática, isso significa que, nessa faixa, cada real a mais de rendimento aumenta o imposto um pouco mais do que a alíquota da tabela sugere, porque o benefício vai sendo retirado ao mesmo tempo. Acima de R$ 7.350, a regra é a da tabela comum.

Como esses números afetam outros pagamentos

O IRPF mensal incide sobre o salário, mas também interessa a outros cálculos de remuneração. Nossas ferramentas ajudam a estimar valores brutos, como a calculadora de férias e o cálculo do 13º salário. Os descontos de IRPF sobre cada pagamento seguem regras próprias, então use o resultado como estimativa e confira com o seu contracheque.

Erros comuns

  1. Aplicar a alíquota sobre o salário bruto inteiro. A tabela usa a base de cálculo, depois das deduções.
  2. Esquecer a parcela a deduzir. Sem ela, o imposto fica superestimado.
  3. Confundir a isenção até R$ 5.000 com a faixa de isenção da tabela. A isenção vem da redução, não da tabela.
  4. Achar que acima de R$ 5.000 o imposto cheio volta de uma vez. Existe uma transição gradual até R$ 7.350.
  5. Ignorar deduções. INSS, dependentes e outras deduções legais reduzem a base de cálculo.
  6. Usar a tabela de anos anteriores.

Perguntas rápidas

Quem ganha até R$ 5.000 paga Imposto de Renda em 2026? Pelo cálculo mensal da fonte, o imposto é zerado até esse limite, segundo as regras da Receita Federal.

A tabela progressiva mudou? Não: as faixas, alíquotas e parcelas a deduzir seguem as mesmas; o que mudou foi a redução.

E a declaração anual? A declaração anual tem regras próprias. Confira as orientações da Receita Federal para o ano-calendário.

Como verificamos esses números

Lemos a tabela mensal e as regras de redução diretamente na página da Receita Federal para 2026 e refizemos todos os cálculos com um script. Se encontrar divergência em relação à Receita, avise-nos pela página de contato.

Este artigo é informação geral e um exemplo de cálculo, não aconselhamento fiscal. Seu contracheque e sua situação podem dar resultados diferentes. Consulte a Receita Federal ou um contador.

Fontes